No próximo sábado (24), o Parque Villa-Lobos será palco de mais uma edição da Feira Viva, evento gratuito que busca estreitar as relações entre a agricultura, o meio ambiente, a gastronomia e o consumidor final

Com degustações de pratos a preços populares (até R$ 25), venda de produtos orgânicos direto do produtor para o consumidor, palestras e vídeos, tudo nesta edição da Feira Viva será  em torno de feituras de processos e produtos tradicionais – como o da elaboração de farinhas produzidas a partir de plantas tropicais, o plantio com muvuca de sementes e a extração e a preparação da polpa da Jussara.

O consumidor será convidado a fazer uma viagem por regiões rurais de interesse histórico, cultural e ambiental, conhecendo o trabalho do turismo rural de comunidades e fazendas, por meio dos produtores. No mesmo espaço haverá a degustação, a partir das 11h, de pratos a preços populares (até R$25) e também a venda direta de produtos e comidinhas, como as do Sítio Agroflorestal São José (farinhas de mandioca, mandioca com açafrão, fruto de pupunha e banana verde, polvilho, conservas de fruto de pupunha e palmito de palmeira real e geleias de frutas nativas), Maria Preta Jabuticaba (compotas, geleias, polpa congelada, licor e massas de jabuticaba), Fazenda Jaracatiá (cocada paulista, compota de fruto de jaracatiá, mudas de jaracatiá) e Pardinho artesanal (queijo cuesta, mandala e cuesta azul).

Programação de feituras e filmes

10h30 – Feitura da Muvuca de Sementes / Rede de Sementes do Vale do Ribeira

A técnica de “Muvuca de Sementes” para o plantio de florestas é um método que vem de antigas práticas agrícolas e, hoje, pode significar a possibilidade de restauração florestal das vastas áreas degradadas no país – além de possibilitar a organização e valorização de um dos preciosos elos da cadeia da recuperação ambiental, os coletores de sementes. Essas pessoas muitas vezes ainda detém parte dos conhecimentos perdidos acerca da natureza.

11h45 – Filme: Saberes do Vale – Morar
Projeto Saberes do Vale

12h – Feitura do Doce de Jaracatiá

Eduardo Esperanza Modesto (Fazenda Jaracatiá) / Chef Convidado: Bel Coelho

O uso do açúcar na conservação de frutas é uma técnica tradicional utilizada fartamente no Brasil. É a partir dela que podemos preservar e apreciar frutos nativos das nossas matas durante todo o ano. A feitura do doce no tacho tem forte ligação regional, onde cada bioma, cada cultura, tem sua fruta e modo de preparação típicos. O Jaracatiá é uma árvore símbolo na Mata Atlântica e sua preservação está fortemente atrelada à preservação do meio ambiente. São utilizados, além de seu fruto, uma espécie de mamão selvagem, o seu tronco para a preparação de um doces típicos em diversas regiões brasileiras.

13h15 – Filme: Saberes do Vale – Brincar
Projeto Saberes do Vale

14h – Feitura Farinhas Tropicais

Zé Ferreira / Chef Convidado: Helena Rizzo

A preservação de diversos alimentos como cereais e raízes através da feitura de pós e farinhas, faz parte do acervo técnico e cultural das populações tropicais. Algumas dessas técnicas serão ensinadas com as comunidades tradicionais litorâneas, como o Quilombo de Picinguaba – SP e do Camburi – RJ. Entre as farinhas produzidas e consumidas por essas populações estão a farinha de inhame, farinha de banana verde, pó de gengibre e cúrcuma, e a famosa farinha e polvilho de mandioca, entre outras.

15h45 –  Filme: Saberes do Vale – Comer
Projeto Saberes do Vale

16h15 – Feitura PANC na feira
Valdely Kinupp / Chef Convidado: Henrique Nunes

O plantio de plantas de fácil cultivo e adaptação à realidade tropical do país é essencial para a manutenção da saúde humana e do meio ambiente. Vamos conhecer plantas tradicionais que foram esquecidas, as hoje já famosas PANCS,  entendendo seus modos de preparo e curiosidades culturais e nutricionais.

17h45 – Filme: Saberes do Vale – Criar
Projeto Saberes do Vale

18h – Feitura Extração da polpa da Jussara
Dr. Leandro Carmo

Dr. Leandro é especialista em pós-colheita e beneficiamento de frutas nativas e demonstrará a extração da polpa do fruto da palmeira Jussara. A Jussara é uma planta nativa da Mata Atlântica, e ficou em grave risco de extinção por causa da extração do palmito. Para estimular seu plantio e inibir o corte ilegal da palmeira, uma alternativa é o consumo do fruto, o que garantiria que a árvore fosse mantida em pé por muitos anos. Além disso, o fruto da Jussara, muito semelhante ao açaí, tem mais nutrientes (antioxidantes e cálcio) do que o açaí. O cultivo geralmente precisa ser feito em ambiente florestal, pois a planta é muito exigente, o que também pode ser um estímulo para o plantio de florestas.

 

Serviço

Santander apresenta: Feira Viva – edição de verão

Quando: 24 de fevereiro (sábado)

Horário: 9:30h às 18:30h

Local: Parque Villa-Lobos – Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros

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