Um dos mais exclusivos serviços para embarcações de luxo está em Paraty, no Rio de Janeiro, e foi criado pelas mãos da chef e empresária Gisela Schmitt, também a frente do restaurante, este em terra firme, com vista para a Marina Porto Imperial

Embarcação Sem Pressa (Foto: Affonso Neto)

Ir à Paraty é mergulhar nos idos de 1820. As ruas preservaram o clássico calçamento de pedras “pé de moleque”, os casarões mantém a elegância – e as cores – e o charme permanece intacto. Não à toa, o Centro Histórico é considerado pela UNESCO como “o conjunto arquitetônico colonial mais harmonioso” e é Patrimônio Nacional tombado pelo IPHAN.

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É do porto desse refúgio de beleza que parte uma das embarcações mais conhecidas da região, o Sem Pressa*, uma traineira de 50 pés, construída, vale dizer, sob medida por artesãos da cidade com madeira de reflorestamento. O nome entrega o que ele reserva a bordo: momentos de tranquilidade e de total silêncio em alto-mar. O barco abriga sofás, rooftop, lavabo, ducha e uma bem equipada cozinha, que, aliás, é reduto da chef e empresária Gisele Schimitt, a frente do Gastromar, catering marítimo para embarcações de luxo. De sua mente criativa e das mãos caprichosas saem receitas criadas a partir de ingredientes locais, orgânicos e sazonais. Ao embarcar, o boas-vindas é dado com uma linda mesa repleta de frutas e legumes orgânicos acompanhados de patês, torradas com ervas e ricota caseira, vinho e drinques.

Arroz de Lula (Foto: Mariana Belley)
Gastromar em terra firme (Foto: Affonso Neto)

Enquanto a embarcação avança mar adentro, rumo a Bom Jardim, continente próximo que só se chega de barco e onde ele ancora, Gisele, que já está posicionada a frente do fogão, prepara as entradas: tartar de atum com guacamole, pepino e chips de batata doce. Depois, é a vez do prato principal, preparado com esmero pela chef: arroz de lula. “O arroz e a lula são refogados na manteiga, no azeite, no alho e na cebola. Na receita, vai também brócolis frescos, tomates desidratados e tentáculos de lula. Vinho branco finaliza.” conta a chef. Esse mesmo arroz, aliás, pode ser de pato ou de cogumelos, se preferir.

E foi após 4 anos de sucesso no mar, que Gisela sentiu a necessidade de oferecer em terra firme, mais especificamente na Marina Porto Imperial, a sua cozinha de grife. “Percebi uma demanda no mercado náutico de que as pessoas queriam muito estar na marina desfrutando coisas legais e boa gastronomia. O restaurante também me dá suporte para o serviço de catering.” conta a chef, que viu seu Gastromar nascer de uma brincadeira com os amigos. “Primeiro veio o barco, os amigos, depois a necessidade de melhorar e aprimorar a cozinha”, que serve pratos sempre pensados por ela. É com vista para o mar, barcos atracados e em um espaço charmoso que está o restaurante. Por lá, há alta gastronomia, coquetéis e um empório com produtos exclusivos e artesanais. Gisela é quem assina o cardápio e comanda toda a operação. 

Experimentamos: o carpaccio de robalo com pimentão, alcaparras, dill e azeite; a salada de camarão no coco; o carpaccio de caju com queijo coalho ralado, vinagrete de cachaça e mix de castanhas (opção vegetariana) e o atum selado no missô, purê de cenoura e gengibre e cole slaw de wasabi. Além destes, há saladas, arroz (como o que provamos no barco Sem Pressa) e carnes. Requinte, sabor e leveza junto ao mar.  As criações etílicas seguem a proposta da casa. Os destaques são os drinques à base de gin com ingredientes sazonais e técnicas artesanais de infusão. Além deles, há cervejas, drinques clássicos e carta de vinho. Para acompanhar esse deleite à beira-mar, ao sábados, há pocket shows de jazz.

*O Sem Pressa comporta até 18 pessoas.

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