Confira as dicas de quem conhece Milão como a palma da mão

Marco Casamonti

Marco Casamonti (arquiteto)
O arquiteto italiano Marco Casamonti é sócio-fundador do estúdio Archea Associati, com atuação na Itália, Dubai, Pequim e São Paulo. Sua interação com o mundo editorial começou em 1993, com a revista internacional de arquitetura Area, passando pela Federico Motta Editore, até a sua compra pelo Grupo Editorial Sole 24 Ore.

Foi diretor científico da revista Annali de Arquitetura de Nápoles. Já realizou curadoria científica de eventos e mostras nas mais importantes instituições culturais, entre elas, a Bienal de Veneza, a Trienal de Milão e o Palácio Ducal, em Gênova.

Um lugar em Milão absolutamente imperdível?
O Villa Necchi Campiglio, uma casa construída entre 1932-35 pelo arquiteto Piero Portaluppi, um exemplo da arquitetura do século 20 em Milão. É uma casa privada, mas é possível visitar e ver o estilo de vida da alta burguesia milanesa e a importância que já davam ao design e à arquitetura.

Uma dica que daria apenas para amigos:
Atravessar a Galleria Vittorio Emanuele de noite, saindo da Piazza della Scala até a Piazza Duomo. Considero essa uma extraordinária experiência espacial e, principalmente, espiritual, considerando quem foi o seu idealizador, Giuseppe Mengoni, morto antes de poder ver a sua obra-prima inaugurada.

Um restaurante imperdível?
Ir ao (Antica Della) Pesa é uma experiência extremamente útil para compreender Milão, suas tradições e seus sabores por meio
da comida.

Lugares imperdíveis para amantes de design e arquitetura?
As transformações pelas quais Milão passou nos últimos anos deram-lhe uma nova identidade e a tornaram não mais apenas a capital da moda e do design, mas também uma capital da arquitetura. Sendo assim, acredito que uma visita à Fondazione Prada, de Rem Koolhaas, seja uma experiência imperdível, bem como conhecer a Fondazione Feltrinelli, de Herzog & De Meuron. Lugares absolutamente necessários são a Triennale de Milão e o Parco Sempione.

Um lugar cultural…
O Museo del Novecento (Museu do século 20), que foi transformado por Italo Rota. Ali, encontra-se um incrível afresco do Lucio Fontana, retirado do teto de um antigo hotel na ilha de Elba. O museu Mudec (Museu das Culturas), de David Chipperfield, que transformou a velha fábrica da tradicional Richard Ginori. E, sem dúvidas, a Chiesa di Santa Maria, obra-prima do Renascimento projetada por Renato Bramante.


Antonio Amoresano (empresário)
Três lugares imperdíveis para amantes de arte: Sala della Balla, que fica no segundo andar do Castello Sforzesco. É uma sala
das tapeçarias de Bramantino, de 1480, retratando o ciclo dos 12 meses do ano. O Museo del Novecento, na Piazza Duomo, de arte contemporânea; e a Gallerie d’Italia, na Piazza della Scala, com uma coleção de arte moderna e contemporânea.

Um roteiro bacana de arquitetura é visitar os prédios da Regione Lombardia, na Via Melchiorre Gioia. De lá, siga pela Via de Castillia e passe pelos prédios Boscoincittà e Piazza Gae Aulenti. Atenção ao prédio UniCredit, em direção ao Corso Como. Para se alimentar bem, recomendo o típico emiliano Osteria del Gnocco Fritto; o Delicatessen Restaurante, com a sua comida del trentino Alto Adige; e o Gin Rosa, um dos bares mais antigos de Milão, fundado em 1930. Ótimo para degustar um gostoso happy hour. Para compras, vale ir para os arredores de Milão e seus outlets. Indico dois: Serravalle, na autoestrada Milano-Genova, a 45 minutos da cidade; e o Vicolungo, na autoestrada Milano-Torino, a 50 minutos.

Antonio Amoresano (Foto: Divulgação)

Andrea Gonzaga

Andréa Gonzaga (arquiteta)
Ande pela imperdível Corso Como e, no final, vá até a Piazza Gae Aulenti. De lá, é possível ver o novo skyline de Milão, incluindo uma vista do famoso edifício Bosco Verticale. Aproveite para tomar um gelato na sorveteria Grom e admire o UniCredit Pavilion, novo centro de convenções com um trabalho lindo em madeira. Programa cultural não falta, mas os must go: ver a Santa Ceia, de Leonardo da Vinci, visitar o La Triennale di Milano, que sempre tem exposições maravilhosas – e vale terminar
o dia com um vinho nos jardins do parque; e visitar o Museu Armani, para entender como moda e design caminham juntos.

Angelo Derenze
Comer bem é dever em Milão, seja para um aperitivo (happy hour),
um chá da tarde ou uma refeição completa com tudo que tem
direito, a cidade é lotada de ótimas opções. Os lugares que todos
devem conhecer: Ristorante Giacomo Arengario: peça uma mesa com vista para
Duomo e para a Galleria Vittorio Emanuele – melhor vista de Milão!
Ristorante Boeucc Antico 1696: restaurante mais antigo de Milão, com comida impecável. Tradicional. Nas colunas têm
as marcas dos cavalos que ficaram amarrados nas argolas.

Caffe Manzoni: melhor lugar para sentir a vida milanesa. O dono Marcello (italiano casado com a brasileira Vivi) virou
embaixador do Brasil na Itália. Lugar bom para tomar um vinho com queijos e um doce de leite! Carlton Baglioni: tradicional em Milão para um ótimo café da manhã. Endereço oficial do Philippe Starck. Il Salumaio di Montenapoleone: melhor lugar para um almoço ao ar livre de Milão. Só tem gente elegante. Nunca deixo de ir! Peck Via Spadari 9: para um chá da tarde elegante.

Allex Colontonio

Allex Colontonio (jornalista)
A Nilufar Depot ainda é pouco explorada pela audiência brasileira. Criada pela galerista Nina Yashar e por sua irmã, Nilu, nasceu no fim dos anos 1990 e ganhou espaço no métier das artes. Elas abriram em 2015 o Depot, um galpão enorme de
tirar o fôlego, no distrito industrial de Bovisa (longe, mas que vale cada quilômetro rodado), onde reúnem móveis e tapetes raros. Outro lugar incrível é o instituto cultural da grife homônima, projetado pelo arquiteto-gênio holandês Rem Koolhaas, em um antigo complexo industrial, a partir do acervo da mecena Miuccia Prada.

Andrea Pilar

Neste ano, a mostra “Extinct in the Wild”, do americano Michael Wang, promete ser o point cultural da temporada. Para as compras, recomendo voltar com menos roupas, bolsas e sapatos, e mais design na bagagem. Nada mais divertido para o
décor do que uma carinha da manufatura Fornasetti pinçada direto na fonte. Desvie um pouco da glamourosa Montenapoleone e entre
na Corso Venezia (é ali do ladinho) para conhecer a pequena (mas charmosíssima) loja. Mesmo se não for deixar os seus euros ali, vale a visita.

Andrea Pilar (empresária)
Desbrave o palacete do restaurante Il Salumaio di Montenapoleone acompanhado da família. Delicioso, assim como o Ristorante Giacomo Bistrot. Para quem está acostumado a reunir os amigos no famoso happy hour, a pedida é o Ceresio 7 Pools & Restaurant. Uma amiga milanesa que me falou!

Antes, passe para conhecer a Piazzale Cimitero Monumentale, que fica em frente. O máximo mesmo é parar para fazer compras no Serravalle Designer Outlet e depois fazer uma pausa para tomar café no San Pietro. Delícia!

Antonio Ferreira Jr. (arquiteto)
A loja Spazio 900 é especializada na  restauração de móveis, acessórios e mobiliários datados entre 1950 e 1980. Considerada um dos pontos de referência para colecionadores e para encontrar objetos e móveis antigos para decorar a casa, a loja é uma perdição para amantes de design e decoração.

Antonio Ferreira Jr. (esq.) e David Bastos (dir.) / Fotos: Acervo Pessoal

David Bastos (arquiteto)
O aconchegante restaurante Finger’s Garden, de culinária asiática, tem um toque criativo do chef brasileiro Roberto Okabe. É uma dica que só dou para amigos, assim como o Bar Basso, lugar histórico e com uma carta variada, que extrapola fácil 500 drinques. Meu restaurante preferido na cidade é o Il Salumaio di Montenapoleone, tradicional tanto pela arquitetura quanto pela decoração clássica. Falando nisso, como dica cultural, aproveite a estada na cidade para conhecer a imperdível Fondazione Prada (que tem obras de Pamela Rosenkranz e Michael Wang em cartaz), e vá às compras na via Montenapoleone, sinônimo de bons restaurantes e lojas de luxo.

Esther Schattan

Esther Schattan (empresária)
Curtir Milão é se perder entre tantas opções de museus, galerias e restaurantes incríveis. Os lugares básicos, mas que sempre valem a visita: Museu Triennale, o Duomo, o bairro de Brera, com suas ruas repletas de lojas e restaurantes, a Pinacoteca de Brera, o Eataly Smeraldo, que ocupa o edifício do histórico Teatro Smeraldo, e a Galleria Rinascente, com as últimas tendências do mundo da moda. Outra dica é separar um dia para fugir um pouco do agito de Milão e visitar as cidades que ficam nos arredores, como o Lago di Como, que tem uma das vistas mais deslumbrantes da Lombardia.

Francesca Alzati (empresária)
Tem dois lugares que mexem comigo na cidade, um deles é a Igreja San Maurizio Al Monastero Maggiore, considerada a “Capela Sistina” de Milão. Outro lugar é a Pirelli HangarBicocca, um centro de arte contemporânea, onde você pode ter inúmeras experiências – negativas ou positivas – mas que com certeza vai lhe fazer sair diferente.

Para comer, recomendo uma pausa na histórica Pasticcerie Marchesi, que tem o melhor panetone da cidade. Depois, um aperitivo na Peixaria Da Claudia, entre Brera e o Duomo, que após o horário de funcionamento serve um aperitivo à base de peixe acompanhado de um ótimo vinho branco. E, para jantar, o pequeno e descontraído Rebelot.

Francesca Alzati
Guto Indio da Costa

Guto Indio da Costa (designer)
Como designer, recomendo uma visita a Fondazione Prada, com pausa no Bar Luce, uma volta ao passado e aos
antigos cafés. Aos amantes da moda, ida à Armani/Silos é obrigatória. É um museu que abriga o legado da marca de Giorgio Armani. Lá também serve de espaço para exposições temporárias.

Uma dica importante para quem vai à feira é visitar a Triennale, um dos programas mais interessantes durante a feira. Outra dica bacana é andar pelas ruazinhas de Brera e depois caminhar pelo Orto Botanico di Brera. Um convite aos olhos!

João Armentano (arquiteto)
Eu amo frequentar barbearias em Milão. Os barbeiros são verdadeiros
artesãos. A Antica Barbieria Colla di Franco Bompieri, além de belíssima barba, fazem o corte a fogo. É único!

Para fazer compras, recomendo a loja de decoração multimarcas Spotti Milano, que representa as melhores grifes italianas, como Minotti, B&B Italia, Cassina, Valcucine, entre outras. Para roupas, a Dirk Bikkembergs é incrível!

Um lugar bacana aos arredores de Milão é a vinícola Ca’ del Bosco, distante cerca de uma hora da cidade. Vale a pena pela belíssimaarquitetura e, claro, pelos seus ótimos vinhos e espumantes.

João Armentano (esq.) e Joia Bergamo (dir.)
José Ricardo Basiches

Jóia Bergamo (designer de interiores)
Adeptos de academia devem conhecer o Ceresio 7 Gym & Spa, a novidade do mix de bar, restaurante e piscinas no rooftop – e academia no subsolo – será o point favorito dos fashionistas. Os restaurantes que indico são o Savini e o Tartufi & Friends, com
novas fórmulas para comer trufas em meio à ótima comida italiana.

A Pinacoteca di Brera é imperdível! O melhor acervo de arte da cidade está no imponente Palazzo di Brera, onde foi fundada a Accademia di Belle Arti. Não deixe de conhecer o belo convento Santa Maria da Graça, que ostenta “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci. Point certo para as comprinhas é o quadrilátero formado pelas vias Montenapoleone, Sant’Andrea, Della Spiga e Borgospesso.

José Ricardo Basiches (arquiteto)
Milão é o lugar para se perder pelas ruas e achar o que é a sua cara. A cada canto, a cada “buraco”, uma novidade, um novo artista, uma nova loja. As coisas acontecem aqui. Por isso, a dica é: se perca! Definitivamente, o que mais gosto de fazer por Milão é garimpar pelas ruas, sem destino nenhum, nem hora para parar.

Gosto muito de dois restaurantes bem tradicionais, o Il Solferino, aberto em 1909, e o La Libera, trattoria especializada em carnes, peixes e fungi. E para fazer compras, adoro a loja 10 Corso Como: roupas, design, livros… Tudo que é tendência descolada se concentra nessa loja com um rooftop bem bacana.

José Roberto Moreira do Valle

José Roberto Moreira do Valle (arquiteto)
Um lugar imperdível é o La Vigna di Leonardo, casa dada pela família Sforza a Leonardo da Vinci quando encomendaram a pintura da Santa Ceia. Outro local que todos devem ir é à Fondazione Feltrinelli, com sua pirâmide de vidro e um parque
lindíssimo e, claro, conhecer o famoso Bosque Vertical.

Para quem gosta de museus, o Mudec, na Tortona; para passear e curtir a arquitetura e bares, a revigorada região de Porta Nuova; e para enlouquecer nas compras, recomendo as lojas de antiquário da região de Porta Venezia; para roupas, acessórios e perfumes, a Excelsior Milano e a La Rinascente, e a incrível NonostanteMarras, a loja conceito de Antonio Marras, que é um mix de livraria, loja de roupas e arte.

Lauro Andrade

Lauro Andrade (empresário)
Quando Leonardo da Vinci mudou-se de Florença para Milão, ganhou um vinhedo de Ludovico “Il Moro” Sforza. Diz a lenda que amou o local até o seu leito de morte. Passados 450 anos, o espaço foi transformado na Casa Atellani (1922) pelo arquiteto Piero Portaluppi. Casa e jardins belíssimos, com a bênção de da Vinci.

Quer programa mais imperdível? Outros lugares que valem muito a pena é a Triennale di Milano e a Università degli Studi di Milano, que hospeda diversas atividades, como as exposições brasileiras BRAZIL S/A e BE BRASIL.

Já para as compras, a dica é “semiclichê”. “Clichê”, pois é óbvia. “Semi”, porque geralmente os andares superiores da La Rinascente são os mais visitados. Minha dica é descer para o Design Supermarket, que tem coisas muito bacanas, exclusivas, de novos (e festejados) designers. E o melhor: com preços acessíveis!

Léo Shehtman (arquiteto)

Léo Shehtman (arquiteto)
Muito próximo à igreja de Santa Maria delle Grazie, onde se encontra “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, está a Piazza Borromeo, com suas encantadoras casas renascentistas – local de origem da dinastia da família mobiliar Borromeo. Tem que visitar!

Outro local imperdível é o museudesign Triennale e o famoso café, bistrô e galeria de arte, Corso Como, criado por Carla Sozzani, editora de moda da Vogue italiana. Dica camarada vai para o famoso Fuorisalone, restaurante gourmet comandado por um brasileiro, o chef Edmar Gervásio. Meu preferido na cidade é o Giacomo Arengario, para almoçar bem, com vista para o Duomo.

Patrícia Anastassiadis (arquiteta)

Patrícia Anastassiadis (arquiteta)
A minha dica imperdível é de um espaço conceitual do designer Antonio Marras. Localizado no coração da Zona Tortona, na via Cola di Rienzo, o ambiente é muito mais que uma loja com criações e roupas do Antonio.

Por lá é possível encontrar cerâmica, flores, mobiliário vintage, obras de arte, antiquário e livros. Entrar na loja é como se sentir em um conto de fadas, com o contraste entre a coleção de Marras, os itens escolhidos a dedo por ele para vender no antiquário, os livros, e tudo isso inserido em um edifício que era uma fábrica antiga.

Patrícia Martinez (arquiteta)
Duas lojas que valem muito: a Flagship Store, da Zucchi Home Fashion, onde é possível ver o incrível processo de estamparia da marca, e a loja Skitsch, com objetos para sair do lugar comum. Dois lugares que sempre visito são a Fondazione Achille Castiglioni (nunca canso de ver as obras do “gênio da lâmpada”), e a Galleria Rossana Orlandi, que consegue reunir o que há de mais inovador no cenário do design da Europa, da Ásia e da América.

Já, na gastronomia, comece a noite em um happy hour típico milanês, e depois vá jantar no Tartufotto, que como o próprio nome diz, o protagonista é a trufa. Já para um almoço rápido e saudável, recomendo o Obicà, com vários tipos de muçarela e saladas. Uma delícia!

Paulo Bacchi (empresário)
Indico o tradicional happy hour (ou aperitivo para os milaneses) no Bar Bamboo, do Armani Hotel, bastante movimentado. Lá é conhecido por receber os antenados da moda e até mesmo compromissos sociais ou de negócios. Especial para um drinque ou um almocinho, recomendo o Caffè Cova, das confeitarias mais conhecidas da cidade.

Mas se você tiver tempo para conhecer apenas um lugar, encante-se pela arquitetura e pela arte das dependências da Fondazione Prada. Tem sempre uma exposição que merece a atenção dos nossos olhos e da nossa mente.

Patricia Martinez , Paulo Bacchi e Pedro Franco

Pedro Franco (designer)
Procure programas tradicionais milaneses fora do circuito. Milão é como São Paulo: se ficar só nos pontos turísticos, nunca se percebe a efervescência da cidade. O Bar 1930 é um exemplo. Considerado um dos cinco mais trends do mundo. Dois bartenders servem drinques, acompanhados de aperitivos vintage. Já no setor de design, a loja Coin tem objetos e livros incríveis. Mas se quiser esbarrar com os maiores trendsetters do assunto, vá ao Bar Basso, com o mais tradicional negroni da cidade. Um caos, mas muito divertido. Conheça ainda o Museo del Novecento, com uma arquitetura maravilhosa e um grande acervo de artes, e o mercado Ticinese. Diferente!

Taissa Buescu

Taissa Buescu (jornalista)
O Room Mate Giulia é um hotel para se esparramar antes de bater perna rumo à loja e à galeria de Rossana Orlandi. Este é um espaço para eulouquecer! A designer sempre está por lá e é uma pessoa maravilhosa. Também adoro tomar um café e comer uma das delícias naquele espaço ao ar livre, em meio a todos aqueles objetos de design. Outra parada obrigatória é a Fioraio Bianchi: além de ser uma floricultura maravilhosa, tem um café incrível.

Sandra Leise (jornalista)
Recomendo explorar os canais de Navigli, um bairro boêmio onde todas as tribos são bem-vindas. Durante o dia, caminhe entre os mercadinhos, as galerias de arte, as livrarias e os prédios antigos entre os canais. De noite, vá curtir um happy hour e os bares. Outros programas imperdíveis são assistir uma ópera no Teatro alla Scala e jantar no Nobu, meu restaurante predileto em Milão. E durante o dia, ir ao Bosco Verticale, dois edifícios sustentáveis com projeto de Stefano Boeri, e ganhador de vários prêmios, ou a Galleria Rossana Orlandi.

Sig Bergamin (arquiteto)
Milão tem tanta coisa para visitar que, às vezes, uma pausa para relaxar em algum spa cai bem. Recomendo o Armani Spa que,
além de oferecer o requinte típico da marca e ótimos tratamentos, ainda tem vista privilegiada, uma vez que está no topo do Armani Hotel. Um showroom que sempre visito é o da Paola Lenti. Além do espaço ser lindo, suas peças sempre encantam. E para as compras: nada como saber misturar itens hi-lo com obras de arte e itens mais sofisticados. Por isso, uma dica é a Zara Home da cidade, que sempre tem coisas imperdíveis e com ótimo custo-benefício. Já, para vestir bem, marque uma hora no Dolce&Gabbana Alta Sartoria.

Sandra Leise, Sig Bergamin e Waldick Jatoba

Waldick Jatobá (curador de Arte)
Uma dica que aprendi com amigos italianos é subir e visitar os telhados do Duomo. Sempre há um novo ângulo a visualizar, esculturas, perspectivas… Uma experiência espetacular! Um lugar já muito conhecido, mas imperdível, é visitar a Santa Ceia, de Leonardo da Vinci. Não esqueça de comprar antes os ingressos pela internet. E para amantes de design, agendar uma visita ao Studio Achille Castiglioni. Para fazer compras, a loja Excelsior, com roupas femininas, masculinas e objetos de design e decoração. É incrível!

Zanini de Zanine

Zanini de Zanine (designer)
Para visitar os lugares que sempre recomendo: La Vigna di Leonardo, Museu La Triennale, Fondazione Feltrinelli, aberto no fim de 2016, com projeto do Herzog & De Meuron, Fondazione Achille Castiglioni, HangarBicocca, Museo del Novecento, Cenacolo Vinciano e Gipsoteca Fumagalli & Dossi.

Para comer, meu restaurante predileto é o Cacio & Pepe, no bairro de Navigli, com comida típica romana, ótimas massas e muito famoso pelos carciofis (alcachofras). Para uma guloseima durante o dia, vale parar na di Luini e pedir um “panzerotto” – uma massa frita recheada com tomate e muçarela. Vale a fila na porta!


Fotos: Acervo Pessoal/Divulgação / Publicado em abril de 2017

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