A gastronomia paraense é única. Em muitos dos restaurantes que visitamos, encontramos elementos locais, como o tucupi, jambu, açaí e cacau – presentes em muitas receitas. Abaixo, três locais imperdíveis em Belém que apresentam um pouquinho dessa culinária tão tradicional e com a cara do Norte do Brasil!

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Manjar das Garças
Localizado em uma área ambiental de 40 mil metros quadrados, o Mangal das Garças é um restaurante é supertradicional, que recebe bem os turistas. Celebridades que passam por lá, também. Em nossa visita, Fafá de Belém estava ciceroneando Marina Morena, Glória Perez e uma turma que tinha ido conhecer o Círio de Nazaré. O restaurante tem receitas comuns, típicas da culinária paraense. O ambiente charmoso – em madeira, com teto de palha e as laterais envidraçadas, assim como parte do chão – tem os famosos: pato com tucupi, risoto de jambu e uma infinidade de saladas e peixes (quando no bufê). As sobremesas típicas sorriem, como a torta de cupuaçu, a fonte de chocolate e os bolos tradicionais. Terminou de almoçar? Vá conhecer o mirante… A vista vai te surpreender!

Foto: Alessandra Fratus/Tô Pensando em Viajar

R. Carneiro da Rocha – Cidade Velha, Belém – PA / Tel.: (91) 3242-1056

Foto: André Aloi

Famiglia Sicilia
Ao entrar em um restaurante, você já se sentiu como se estivesse encenando um comercial de Natal? Aquele clima mágico, onde as pessoas parecem amigos e família? Faltou só o urso polar, mas vamos combinar que seria impossível com o calor que faz em Belém. O Famiglia Sicilia tem essa vibe, ainda mais nessa época do ano que já está decorado para as festividades natalinas. Apesar de a Itália ser o norte do cardápio, não dá pra ignorar as raízes fortes da gastronomia paraense. Filé ao molho de funghi e risoto de jambu (R$ 94) parece uma combinação justa nessa junção italo-paraense. As massas são o hors concours do restaurante. Experimente o filé parmegiana (R$ 68), de carne bovina, que acompanha uma massa ou arroz. No clique, ele aparece em versão reduzida devido ao menu degustação… Não experimentamos, mas o brasato marajoara (R$ 78) – uma carne preparada lentamente, acompanhado de um risoto de queijo do Marajó – parece suculento.

Av. Conselheiro Furtado, 1420 – Batista Campos, Belém – PA / Tel.: (91) 4008-0001

Avenida
No primeiro andar de um antigo prédio no Centro de Belém, na Avenida Nazaré, funciona o restaurante mais antigo da cidade. A decoração é simples, mas seu cardápio é bastante vasto: peixes e frutos do mar, cozinha típica, camarões, bacalhau, aves e massas. Os pratos são saborosos e as porções – para compartilhar – são bem-servidas. Que tal abrir os trabalhos com um clássico dos anos 90? Aquele Cocktail de Camarão (R$ 56,50), que para muitos pode soar brega, mas que todo mundo um dia já gostou. O sabor remete à infância, claro. Mas o que nos faz abrir um sorriso no cardápio é o Camarão ao Grão Pará (R$ 70), vencedor do Festival Brasil Sabor de 2007. Se está há pelo menos 10 anos no cardápio, não tem como errar. Os crustáceos são recheados com queijo mussarela, empanados com farinha de tapioca e servidos com um creme de jambu e arroz de tomate seco e manga (a fruta, dispensável, eu diria). Outro prato que não tem como errar é caldeirada de de Filhote no Tucupi, cozido com folhas de jambu (R$ 60,50).

Foto: André Aloi

Endereço: Av. Nazaré, 1086 – Nazaré, Belém – PA / Tel.: (91) 3223-4015

Fotos gentilmente cedidas por Alessandra Fratos, do blog Tô Pensando em Viajar.


Deixamos de fora
Ainda, em nossa primeira visita ao Pará, deixamos de fora alguns lugares que são tidos como “clássicos” pelos locais. Se você tiver mais tempo, segundo apuramos, estes são os imperdíveis: o restaurante Point do Açaí, com pratos típicos, como o Filé de Filhote com arroz de paraense; a pizzaria Xícara da Silva (tem que pedir o sabor paraense, que é de jambu com camarão); Tacacá da Vileta, na Rua Vileta (Travessa 9 de Janeiro), onde é possível pedir – além do prato que dá nome ao local – vatapá e caruru.


*O repórter viajou a convite da Secretaria de Turismo do Governo do Pará com a finalidade de promover o Círio de Nazaré. Quem cuidou do receptivo foi a agência Boeing e nossa guia durante a estadia foi Amanda Coimbra (@guiadebelem).

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