O World Restaurants Awards tem o mesmo idealizador do The 50 Best’s Restaurants e traz novas e divertidas categorias à gastronomia

O World Restaurants Awards teve sua estreia no cenário gastronômico na noite passada, 18 de fevereiro, em uma cerimônia realizada em Paris. Diversas casas ao redor do mundo foram premiadas, mas, o mais curioso, é o critério de cada categoria. Por exemplo, é possível eleger um vencedor entre os chefs não tatuados ou até mesmo entre aqueles que não utilizam pinças nos preparos dos pratos ou até eleger a melhor rede social de um dos chefs listados.

Ao contrário de premiações como o Guia Michelin e o 50 Best’s, o World Restaurants Awards tem um time de júri público, ou seja, todos os jurados são identificados e, entre eles, estão os brasileiros Alex Atala e Manu Buffara. Joe Warwick é o responsável pela criação do novo prêmio, em parceria com a IMG – empresa que realiza eventos em variados setores – e seu principal intuito é celebrar restaurantes como cultura e, por isso, todas as categorias relacionadas são de extrema relevância, além de serem progressivas no ramo da gastronomia. Sendo assim, chegou a hora de celebrar o cenário de restaurantes em todas as formas, desde jantares refinados a estabelecimentos humildes e mais acessíveis, em grandes capitais ou em cidades fora de rotas turísticas.

Jurados do World Restaurants Awards (Foto: reprodução site)
Prato no Wolfgat, eleito o Restaurante do Ano (Foto: reprodução Instagram)

O grande vencedor da noite foi Kobus van der Merwe, que teve seu Wolfgat eleito como Restaurante do Ano, categoria tradicional entre as premiações. A casa, localizada na África do Sul, em Paternoster, mais precisamente, traz uma pequena atmosfera encontrada à beira-mar. O chef oferece uma gastronomia sazonal, inspirada em seu clima sul-africano, com plantas selvagens e algas costeiras. A intervenção nos pratos é quase mínima para que os sabores naturais possam se sobressair. A equipe do Wolfgat é inteira local e Kobus não pretende expandir, já que visa a importância do equilíbrio entre as vidas pessoais e profissionais de cada membro e, por isso, ressalta que, se o restaurante continuar pequeno, a sustentabilidade será preservada.

Na cerimônia, o brasileiro Rodrigo Oliveira também foi premiado e venceu na categoria “Nenhuma reserva necessária”, com o restaurante Mocotó, localizado em São Paulo. Essa é somente uma das seleções feitas, consideradas entre as “Big Plates”, são elas: “Chegada do Ano”; “Atmosfera do Ano”; “Colaboração do Ano”; “Clássico Duradouro”; “Pensamento Ético”; “Evento do Ano”; “Beber Dianteiro”; “Casa Especial”; “Destino Fora do Mapa”; “Pensamento Original” e “Restaurante do Ano”. Já as Small Plates são: “Conta Instagram do Ano”; “Jornalismo Longo”; “Restaurante de Vinho Tinto”; “Chef Livre de Tatuagem”; “Carrinho do Ano” e “Cozinha sem Pinça”.

Confira os vencedores abaixo:

Big Plates

  • Restaurante do Ano: Wolfgat, África do Sul
  • Chegada do Ano: Inua, Japão
  • Atmosfera do Ano: Vespertine, Estados Unidos
  • Colaboração do Ano: Paradiso X Gortnanain, Irlanda
  • Clássico Duradouro: La Mère Brazier, França
  • Pensamento Ético: Reffetorio (Food for Soul), diversos países
  • Evento do Ano: Refugee Food Festival, França
  • Casa Especial: Lido 84 (Cacio e Pepe), Itália
  • Beber Dianteiro: Mugaritz, Espanha
  • Nenhuma reserva necessária: Mocotó, Brasil
  • Destino Fora do Mapa: Wolfgat, África do Sul
  • Pensamento Original: Le Clarence, França

 

Small Plates:

  • Conta Instagram do Ano: Alain Passard (@alain_passard), França
  • Jornalismo Longo: Lisa Abend (Revista Tolo)
  • Restaurante de Vinho Tinto: Noble Rot, Reino Unido
  • Chef Livre de Tatuagem: Alain Ducasse, França
  • Carrinho do Ano: Ballymaloe House, Irlanda
  • Cozinha Sem Pinça: Bo.Lan, Tailândia

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