Para quem vai ficar alguns dias a mais pela cidade, vale a pena explorar as belezas que Milão tem ao redor. Aqui, alguns roteiros para um verdadeiro bate e volta

FRANCIACORTA

Localizada nos arredores do Lago d’Iseo, na Brescia, a região tem menos fama que os também vizinhos milaneses Lago de Como e Guarda. Porém, Franciacorta é uma grata surpresa: tem os alpes como background e um vilarejo acolhedor. A cidade é conhecida por produzir os melhores vinhos espumantes da Itália, com selo da DOCG (denominação de origem controlada garantida) Franciacorta. Inclua no passeio uma visita às vinícolas, que têm os vinhedos ao redor da parte sul do lago. Se for para escolher apenas uma entre as 108 produtoras, aposte na Bellavista – fundada em 1977 e tem Mattia Vezzola como enólogo, um dos mais respeitados do país.

Como chegar: a 90 quilômetros de Milão, cerca de uma hora de carro, dá para ir e voltar pela Rodovia A4, em direção a Veneza.

Bate e volta para fazer a partir de Milão
Franciacorta
Bate e volta para fazer a partir de Milão
Bellagio

BELLAGIO

O nome do famoso hotel de Las Vegas foi uma homenagem a este pequeno vilarejo italiano. São muitas as cidades que têm vista para o Lago de Como, mas Bellagio se destaca. Chamada de pérola pelos moradores locais, foi casa do conde Francesco Melzi na época de Bonaparte, e exemplo a ser seguido por outros lombardos ricos até os dias de hoje. O centro histórico é repleto de lojinhas, restaurantes e vilas com seus charmosos jardins. Não deixe de visitar a Basílica de S. Giacomo, construída no fim do século 11 em estilo romano. E não saia sem provar o pan dei morti, um pão de chocolate típico da região e que é uma delícia.

Como chegar: a 70 quilômetros de Milão, vá de trem até Como e siga de barco até Bellagio. A viagem dura cerca de uma hora.

BÉRGAMO

A pequenina cidade de Bérgamo é dividida em duas: a cidade baixa, reurbanizada e mais moderna; e a cidade alta (ou città alta), maior atração local. Esta última parte coloca Bérgamo entre as únicas cinco cidades da Itália que conservam seu centro histórico completamente protegido pelas muralhas medievais do século 16 originais – as outras são Lucca, Ferrara, Pádua e Grosseto. O melhor jeito de chegar até lá é de funicular, partindo da estação de trem. Lá em cima, não perca a chance de visitar o Duomo, o Palazzo della Ragione e a Capela Colleoni – todos na Piazza Vecchia. Quando parar para o almoço, deguste o prato típico da cidade: o casoncelli alla bergamasca, uma massa fresca com recheio de carnes e molho de manteiga.

Como chegar: a 50 quilômetros de distância, a melhor maneira é de trem (a viagem demora 45 minutos), partindo da Estação Central de Milão.

LUGANO
A mais italiana entre as cidades suíças: Lugano. O idioma oficial é italiano, a maioria dos restaurantes é de culinária italiana e o cartão-postal, o lago, é muito parecido com outros dois italianos – Maggiore e Como. A diferença está nos preços! Não existe diferença entre a alta e a baixa temporada, tudo depende do tanto de frio que você gosta (e consegue aguentar). Por ser bem pequena, é possível explorar toda a cidade a pé. A parte histórica circula a praça principal de Lugano, a Piazza della Riforma. Para quem quer fazer comprar, o lugar certo é a Via Nassa, a rua oficial do comércio de luxo da cidade. Pare para reabastecer as energias no Grand Café Al Porto, uma das cafeterias mais tradicionais da região. O combo de cappuccino com bolo é inesquecível.

Como chegar: a 80 quilômetros de distância, o trem parte da Estação Central de Milão e a viagem dura cerca de uma hora.

Bate e volta para fazer a partir de Milão
Lugano

VICENZA

Fundada na era pré-cristã, a cidade só desfrutou do desenvolvimento quando foi anexada a Veneza, na região do Vêneto. A arquitetura é o grande atrativo do local, com diversos palácios e villas projetadas pelo arquiteto renascentista Andrea Palladio – o que fez Vicenza integrar o Patrimônio da Humanidade da Unesco. Para se ter uma ideia, a Casa Branca, sede do governo americano, foi inspirada nas construções deste romano. Quase todas as principais obras de Palladio estão concentradas na rua principal, a Corso Palladio, com seus pórticos e pátios internos. A avenida termina na Piazza Matteotti, onde fica o Palazzo Chiericati, um dos projetos mais exuberantes. Perto dali está a Piazza dei Signori, demarcando a área central da cidade com a Basílica. Não vá embora sem antes provar uma pizza dos pequenos cafés do centro, que é vendida em pedaços retangulares e dá para comer enquanto caminha pelas ruelas.

Como chegar: a 180 quilômetros de Milão, o trem parte da Estação Central e leva 1h30 até a Vicenza.

Bate e volta para fazer a partir de Milão
Parma

PARMA

Capital gastronômica da Itália, é berço do parmigiano-reggiano e do prosciutto. Traduzindo, os verdadeiros queijo parmesão e presunto de Parma. Porém, a cidade não faz apenas a cabeça dos glutões, mas também de quem tem fome de cultura. Ela oferece boa gama de teatros, museus e projetos arquitetônicos para serem visitados. Bem na região central está a Piazza Giuseppe Garibaldi, ponto alto para começar o passeio. Explore os arredores passando pela Strada della Repubblica em direção a Piazza Duomo – o caminho é uma verdadeira viagem no tempo. Para se saciar, a Osteria dello Zingaro é famosa no preparo de carne de cavalo. Se a iguaria não apetecer, há outros itens da culinária local que são imperdíveis, tanto que fizeram Parma integrar a exclusiva lista das cidades criativas para a gastronomia da Unesco: o queijo parmigiano, o presunto, as massas, os cogumelos de Borgotaro, as trufas de Fragno, o salame de Felino e a torta frita.

Como chegar: a 130 quilômetros de distância, o jeito mais rápido é partir de trem da Estação Central de Milão, a duração média da viagem é 1h40.

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