Por Giuliana Nogueira 

Colônia do Sacramento é aquele lugar que recebe muitos turistas para passar o dia, seja para um bate volta feito partindo de Buenos Aires e cruzando o rio da prata em 1h de hidrotransporte ou partindo de Montevideo com quase 3 horas de ônibus. Colônia vale o esforço? Ô se vale. Vale tanto que a minha sugestão é passar pelo menos uma noite. Ainda melhor se forem duas! Não tem ideia do que fazer por lá? Então deixo aqui algumas sugestões para quem quer aproveitar a cidade.

Centro histórico Colônia de Sacramento (Foto: Giuliana Nogueira)

Para se acomodar em Colônia do Sacramento há alguns hotéis bem charmosos, entre eles o Charco Hotel ou La posadita de la plaza, mas também não faltam hosteis ou Airbnbs.  Colônia é daqueles lugares gostosos para caminhar e se perder no tempo. A cidade teve fundação portuguesa há cerca de 340 anos e não é por acaso que sua arquitetura lembra a de Paraty-RJ. Andando pelo centro histórico é possível conhecer um pouco mais da história da cidade, que foi disputada por espanhóis e portugueses devido a sua localização estratégica, tanto do ponto de vista comercial quanto de segurança. As Fortificações, as Ruínas do Convento de São Francisco do Xavier, a Basílica do Santíssimo Sacramento são algumas das atrações que você praticamente tropeça nelas, e se a curiosidade for grande, sempre há os museus locais.

Farol, Colônia de Sacramento (Foto: Giuliana Nogueira)

Em um dia limpo, subindo no Farol, é possível ver o outro lado da margem à distância. Aliás, este é o local perfeito para se ver um pôr do sol, lembrando que o centro histórico está numa península cercado de água pelos 3 lados, assim não faltam vistas privilegiadas para relaxar, seja no píer olhando os barcos ou no gramado curtindo o tempo que passa lentamente naquele lugar. Em um par de horas se caminha por toda a região, mas vale fazer uma pausa no Colônia Sandwich Coffee Shop, um pequeno café local que tem duas unidades e sempre um espresso bem tirado ou um capuccino perfeito para aquecer uma manhã de outono.

Colônia do Sacramento, Uruguai (Foto: Giuliana Nogueira)

Ainda há mais para ver, mas a sugestão é um intervalo e partir para a vizinha Carmelo, antiga região produtora de vinhos, há 1 hora de carro. Na vinícola Narbona, depois da degustação, é possível almoçar no restaurante. Além do vinho, ali também são servidos pães, massas, geleias, embutidos e queijos artesanais. No menu não falta boa carne, com atenção especial a um suculento cordeiro. Se a sede de vinhos persistir, a El Legado é outra boa pedida para continuar o passeio. Tudo fica muito perto, há ainda a histórica Bodega Família Irutia, a Campotinto e o Almacém de la Capilla. Dá para se esbaldar em vinhos.

Vinícola Narbona (Foto: Giuliana Nogueira)
Vinícola Narbona (Foto: Giuliana Nogueira)

De volta a Colônia para mais um dia, a cidade não se resume ao centro histórico. A boa pedida é alugar uma bicicleta, explorar as redondezas da avenida General Flores e partir em direção a Plaza del Toro, onde antigamente aconteciam touradas. Não se frustre por não poder entrar, ali perto também fica o hipódromo e, se for final de semana, você talvez ainda de a sorte de ver alguma corrida. O trajeto seguindo pela Rambla de Las Américas é lindo e razoavelmente fácil de fazer. Se cansar, faça uma pausa próxima a praia. A água costuma ser mais quente que a média e geralmente rasa, lembrando que estamos de frente para um rio e do outro lado está Buenos Aires.

Plaza del Toro (Foto: Giuliana Nogueira)

Para as refeições entre os passeios, o Charco Hotel é também outra boa pedida, se não a melhor da cidade, e a preços justos pela qualidade do que oferecem além de contar com uma bela carta de vinhos regionais. Outra opção é o restaurante Gibelline, de serviço simples e preços razoáveis, a casa ostenta uma grande quantidade de antiguidades nas paredes, entre elas uma peculiar foto do chef. No cardápio boas massas e pizzas ao estilo caseiro. Para petiscar ao final do dia, a casa de chás quieréndote tem sua sacada disputada no pôr do sol para desfrutar com uma tábua de frios e um bom vinho uruguaio. Mas seja onde for, a ordem em Colônia é só uma: relaxe!

Vista do Charco (Foto: Giuliana Nogueira)

Sobre a Giuliana 

Giuliana Nogueira é brasileira, psicóloga, fotógrafa e assessora de comunicação. Não é enóloga nem sommelierè. Mas é enófila, apaixonada especialmente por vinhos uruguaios e pelo Uruguai. Mantém há três anos o Instragram @Instatannat, falando mais de vinhos uruguaios que os próprios uruguaios. Sempre que pode viaja até a terra dos nossos vizinhos, que sabem receber muito bem.

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