Dicas preciosas: de Tóquio, Paris, Veneza, Copenhague e Puglia. Onde ir, o que visitar e, principalmente, onde comer ou tomar um drinque. Confira os endereços must go nestes cinco locais

Duas globetrotters, amantes de viagens e boa gastronomia, Alline Cury, diretora de conteúdo da Revista Glamour, e Daniela Filomeno, editora-chefe do portal Viagem&Gastronomia, dividem suas dicas em cinco cidades que amam: Copenhague, Tóquio, Paris, Veneza e Puglia. Resultado de um descontraído bate-papo na loja da Louis Vuitton, no Shopping Cidade Jardim, confira os endereços must go nestes locais.

Aline já morou em Paris e por muito tempo cobriu as Semanas de Moda. Sua relação com a gastronomia é intensa, assim como a com viagens: um hobby que foi seu trabalho por cinco anos na Vogue, quando editava a seção de Lifestyle. E Daniela segue na mesma linha, desde quando fundou o portal Viagem&Gastronomia, que começou como um bloco de anotações pela sua dificuldade de memorizar as dicas e tudo que vivia nas viagens e, hoje, fez da sua paixão a sua profissão. Acompanhe seus hotspots:

Copenhague

Sustentabilidade, design, qualidade de vida… um dos poucos países no mundo onde a gastronomia é alinhada com a cultura. Um dos povos mais felizes do mundo, esta leveza de viver, descontraída e muito preocupada com o planeta é refletida, claro, em sua gastronomia: de produtos sazonais a pequenos produtores, políticas de reaproveitamento e zero agrotóxicos.

Local que abriga o templo mundial da gastronomia: o restaurante Noma, que abriu há pouco tempo em novo local em uma estrutura adequada ao seu tamanho (a casa tem sete cozinhas), Copenhague tem várias joias da culinária local, sejam restaurantes moderninhos, cafés aconchegantes ou “filhotes” dos estrelados, sempre na premissa da cozinha inovadora – muita técnica de fermentação, orgânicos e sazonais.

O que fazer?

O Jardim Botânico de Copenhague – em dinamarquês Botanisk Have – é um jardim botânico com cerca de 10 hectares de extensão

Lousiana Art Center – Museu de Arte Moderna de Louisiana, fica a 35 km do centro, com obras como Calder e Nobuo Sekine;

Segundo parque de diversões mais antigo do mundo, Tivoli Park tem uma montanha russa original de madeira de 100 anos (ver programação, pois fecha no inverno e alguns dias da semana);

Rosenborg Palace, palácio real, só a visita ao seu parque e arredores já vale (é possível entrar);

Vor Frelsers Kirke, que tal subir no campanário de 95 metros como os heróis do Viagem ao Centro da Terra de Júlio Verne? Mas precisa de esforço: uma rampa em espiral de 400 degraus;

Passeio pelo turístico, colorido, Nyhavs, onde pega um barco pelos canais de Copenhague

Onde comer?

A delicadeza da apresentação dos pratos do Geranium

Noma, inúmeras vezes melhor do mundo, reabre em um terreno afastado em Christiana (leia mais sobre esta inusitada comunidade livre), com sete estufas de vidro e cozinha aberta. Precisa de reserva com antecedência.

Geranium, único três estrelas Michelin da Dinamarca, tem pratos que traduzem o desigin dinamarquês (líndíssimos) e saborosos

Geist, o chef Bo Bech traz pratos deliciosos e ótimos para um almoço. A casa é de um fotógrafo, ou seja, espere os pratos mais instagramáveis de Copenhague

108, do Rene Redzepi do Noma, é super descolado e imperdível

Relae, entre os melhores da cidade de alta gastronomia, fica em um bairro super moderninho. Na mesma rua é ótimo para compras de design e caramelos do Hr. Fornem,

Manfreds, casual do Relae é endereço imperdível para comer bem.

Barr, uma choperia no antigo endereço do Noma, também tem comida e oferece um menu de snnitzel famoso na cidade

Amass, em um galpão em Christiana, leva à sério a técnica do reproveitamento com pratos criativos e saborosos

Baest, endereço onde os chefs de Copenhague comem, tem uma das melhores pizza que já comi, burrata feita no mesmo dia com o leite que extraíram em sua própria fazenda e embutidos feitos em casa.

Onde ficar?

D’Anglaterre, o mais tradicional e luxuoso da cidade

Nobis Hotel Copenhagen, com design incrível, a cara de Copenhague e um concierge que vale o investimento

Nimb, hotel boutique em edifício histórico de 1909 e fica no Tivoli Park

 

Toquio

Algo como “aquilo se parece como o mundo será em 2047”, o Japão é o perfeito encontro da tradição milenar com construções futuristas, com templos, tradições e arranha-céus futuristas. Sua cultura de coletividade perante ao indivíduo salta aos olhos, principalmente quando observa a organização, planejamento e harmonia. Tente atravessar o famoso cruzamento de Shibuya com oito ruas, com dezenas de pessoas e não trombar com uma única pessoa, para entender estes conceitos.

O país também é um dos lugares que mais concentra hotéis de luxo e restaurantes estrelados – contrastando com balcões pilotados por um sushiman que serve apenas sushis em cortes impecáveis, nada mais.

Onde comer?

Bege – em cima da loja da Chanel by alain Ducasse

Visitar e comer no Fish Market

Ir até Kobe só para comer Kobe beef

Sawada, melhor sushi do planeta

Jiro Suhi, em um metrô, recebeu ninguém menos que Barack Obama

restaurante italiano do hotel Aman Tokyo para uma pausa nos sushis

Maison Joel Robuchon

Katsukara: Tonkatsu

Maguroya em Tsukishima (comer Toro, barriga de atum): próximo ao mercado de peixe

Jiro Sushi

restaurante Gonpachi Nizo-Azabu, onde foi cenário do filme Kill Bill, do Quentin Tarantino.

Midore, bem simples e pouco turístico. Sempre com fila na porta, tem um sistema de senhas por número. Sushi delicioso, servidos em boas porções.

O que fazer?

Naoshima e ficar hospedado no hotel do museu

mercado de peixes, Tsukiji Market

Akihabara, o bairro que concentra as lojas de animé e mangás

Tokyo Sky Tree, torre de transmissão com 634 metros de altura

Ginza, o charmoso bairro japonês (aso domingos a rua fecha)

Imperial Palace

Yanaka, a cidade antiga de Tóquio, o Nedu Sendagi, bairro típico japonês que escapou do bombardeio durante a 2ª Guerra Mundial e, também, sobreviveu ao terremoto.

Ueno Zoo, mais antigo zoológico do Japão (tem pandas gigantes)

Shibuya, cruzamento mais famoso do Japão

Takeshita-dori Street, em Harajuku, considerada a rua dos jovens.

Compras

Omotesando, a Champs-Élysée japonesa

Disney dos eletroeletrônicos, a Yodobashi Akiba.

loja Sanrio, leia-se Hello Kit e My Melod

Tokyo Hands, para amantes de papelaria, canetas e post its

Onde Ficar

Quarto do Aman Tokyo

Hotel Madarin Oriental – Spa tem vista pro Monte Fuji e ótimos restaurantes

Aman Tokyo, linhas retas, luxuoso

Shangrilá

Península, não deixe de comer no Petersteakhouse na sua cobertura

Park Hyatt Tokyo

Ritz-Carlton

Paris

Ah, Paris…Romântica, fashion, cosmopolita e bucólica. Tudo em uma cidade que quanto mais você visita, mais vocês se apaixona – e mais se descobre (de cantinhos) a bistrôs e restaurantes estrelados. Uma multiplicidade de dar água na boa e aquecer os corações.

Restaurantes

APP Le fooding – aplicativo incrível para descobertas bairro a bairro com descritivos super despretensiosos e com descobertas de novidades

Joel Robouchon, um clássico em Paris

Le Chateaubriand, um endereço que Aline não deixa de ir em Paris

Nanashi, japonês super casual e delicioso, cantinho imperdível do Marrais, bairro que Alline morou.

Relais du comptoir, de Yves Candebord

Racines, na place de Panorama

Roteiro pelos bistrôs tradicionais como o Voltaire, Benôit, Brasserie Lipp e Alberge Bressane

Île Flotante do Fontaine de Mars (cassoulet também imperdível), Daniela vai comer nem que se for só a sobremesa toda vez que passa por Paris

L’Amie Louis melhor batata frita de Paris – fininha, sequinha e crocante – segundo Daniela, depois de ficar uma semana comendo “bife e batata fritas”

Hotéis

Hotel Grand Boulevards – hype do 9eme

Le Grand Amour e hotel Amour

Costes

Crillon, que passou por uma reforma recentemente

La Reserve, seu bar na biblioteca vale um drinque

Península, não deixe de ir ao seu rooftop com vista para torre Eiffel e comer no seu chinês Liloi

Faça um circuito pelos spas dos super hotéis como o Plaza Athenee Spa, Royal Monceau Spa, Four Seasons George V Ritz ou Le Bristol.

O que fazer

Atelier des Lumières

Compras no Bon Marche

Visita a escondida Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

Se perder e comprinhas pelas ruas de Marrais

Veneza

Uma das cidades mais românticas do mundo, Veneza está no topo da lista de destinos de muitos viajantes. Seus canais, gôndolas, igrejas, palácios…sua arquitetura e beleza são um presente para os olhos. A lista de lugares para visitar na cidade é extensa, mas se perder por suas ruelas, tomar um Spritz na beira do canal ou ficar observando o vai e vem das gôndolas são programas absolutamente irresistíveis. E te faz entender exatamente o que significa o Dolce Far niente italiano

Restaurantes

Da Ivo, imperdível na cidade

Locanda Cipriani, em Torcello

Ae Botti, na ilha de Giudeca (tem a pizzaria do mesmo dono ao lado deliciosa)

Trattoria Due Forni, de 1972

Gatto Nero, na ilha de Burano

Trattoria della Madona, super tradicional para uma refeição ao lado da Ponte Rialto

O que fazer

Visitar a livraria Assouline do Hotel Bauer 

Sentar no bar frequentado por George Clooney no Hotel Cipriani, onde o ator é habituée

Tomar Bellini no Harrys Bar, que inventou o drinque

Bienal de arquitetura em Veneza

Cacarecos de design, velas Fornasetti, vasos de Murano

Velas e aromas da Dr. Vranges

Puglia

Polignano a Mare, uma das mais visitadas na Puglia

A Itália é um dos destinos mais fascinantes do mundo: histórias milenares, cultura e gastronomia que só de lembrar já dá água na boca, além de muita beleza arquitetônica e natural. Já pensou em explorar o extremo sul da Itália? Lá onde chamam de salto da bota? Puglia ou Apúlia em português tinha uma função estratégica em seu passado: era a união natural com o Oriente. Seu território foi ocupado pelos gregos (fundaram Taranto) no séc. VIII AC e conquistado pelos Romanos, onde teve papel essencial como “porta do Oriente”, a partir do porto de Brindisi. Ainda é possível ao longo da província ver indícios da passagem dos gregos, como o teatro de Lecce.

Onde comer?

Ostuni –  Osteria Piazzetta Catedrale e Risto Caffe Cavour

Locorotondo – U Curdunn

Fasano, Due Camini, Anticalama e Il Punto San Salvatore

Alberobello- Il Poeta Contadino

Cisternino- Da Zio Pietro

Martina Franca – Gaonas

Monopoli – Ristorante Piazza Palmieri

Polignano a Mare – Da Tuccino, Osteria di Chichibio, Covo dei Saraceni

Lecce – Osteria degli Spiriti, Trattoria Le Zie, Alle due corti, Osteria da Angiolino

O que fazer?

A Puglia oferece praias, gastronomia, masserias (hospedagem em fazendas históricas) e cidades medievais, uma das regiões mais diversas da Itália.

Grotta Palazzese: caverna que abriga restaurante

Passar um dia em um Lido, pedaços privados de praia, ou beach clubs com serviço e boa comida. As praias de pedra (corais) ou (poucas) de areia.

Visitar as cidadezinhas medievais, como Cisternino, Alberobello (a famosa cidade dos trulli), Locorotondo, Ostuni, Lecce (Florença do Sul), Martina Franca, Polignano a Mare, entre outras.

Se perca pelas ruelas e aprecie uma boa refeição italiana com delícias típicas da Puglia.

Visitar o Grotta Palazzese, restaurante famoso por ocupar uma gruta na cidade costeira de Polignano a Mare, na Puglia. Já desde 1700 esta caverna era utilizada para festas e banquetes dos nobres, sob o nome de “di Palazzo”. É daqueles locais que vale ir uma vez na vida, pois é uma experiência histórica em locação incrível.

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