Muito mais do que centro econômico do Brasil, São Paulo concentra um sem número de atrações culturais e gastronômicas. Vai além: te coloca em contato com a natureza, com a última moda, com a arte, com a diversão. Cosmopolita que só, permite até que você viaje o mundo sentado à mesa. Tudo isso graças a imensa variedade de tudo: pessoas e destinos

Praia de paulista é a cultura
São Paulo possui mais de 100 museus, 40 centros culturais, 200 salas de cinema, além de várias bibliotecas e teatros. Dentro de tantos plurais, há atrações clássicas, do tipo “tem-que-conhecer”, como o MASP, a Pinacoteca (foto), o Theatro Municipal, a Biblioteca Mario de Andrade. E os destinos menos famosos, mas não menos interessantes, como o Museu do Futebol, o Museu da Medicina, que fica dentro da faculdade da USP, o Itaú Cultural e as galerias do Instituto Tomie Ohtake.

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Gastronomia mundial
Em São Paulo, a volta ao mundo é à mesa. Não à toa, é o maior polo gastronômico do Brasil, com mais de 12 mil restaurantes para todos os gostos e bolsos. Há ainda os food trucks espalhados pela cidade ou reunidos em grandes festivais e feiras gastronômicas. A variedade de culinária chama atenção: das mais requisitadas, como a italiana e japonesa – que muitas vezes chegam ao prato com um toque brasileiro – às mais autênticas, como coreana e vietnamita.

Cidade múltipla
Pessoas de diversas partes do globo fizeram casa em São Paulo. São comunidades italianas, japoneses, libanesas e tantas outras que, para abrigá-las, criou-se os bairros. A eles, levaram suas tradições, costumes, cultura e culinária. É o caso do bairro da Liberdade, redutos dos japoneses, do Bixiga e da Mooca, onde há maior concentração de italianos, o Bom Retiro, atualmente dominada pelos sul-coreanos e Higienópolis, da comunidade judaica.

Arte urbana
Os murais e grafites que colorem e transformam as ruas fazem da cidade uma galeria a céu aberto. Artistas como Eduardo Kobra e a dupla Os Gêmeos são responsáveis por alguns dos trabalhos mais legais espalhados pela cidade. Para ver, visite o Beco do Batman (foto abaixo), na Vila Madalena, a grande via que passa embaixo do Minhocão, que compreende a Rua Amaral Gurgel e as avenidas São João, General Olímpio da Silveira e Auro de Moura Andrade, as ruas do bairro do Bixiga e o Maau, Museu Aberto de Arte Urbana, com obras de grafites de artistas da cena, feitos nas pilastras das estações do metro no trecho elevado da linha Azul, entres as estações Tietê, Santana e Carandiru.

Vida noturna
Se você acha que São Paulo não dorme, acertou! A vida noturna da cidade vai muito bem, obrigada, e tem casas que ficam abertas all night long. São elas que te convidam a dançar e ouvir músicas das mais variadas raízes e vertentes: do eletrônico ao sertanejo, do forró ao jazz. Alguns bairros reúnem grande parte delas, como a Vila Madalena, a Vila Olímpia e a região da rua Augusta. Mas vale ir além e explorar bairros como o Sumaré, com espaços como a Fatiados Discos e o Bebo Sim, a Lapa, com o Ipo Bar, e a Barra Funda, com o Club Vu, especializado em rock’n’roll. Algumas academias e padarias também integram a lista dos estabelecimentos 24 horas.

Na cena fashion
Na rota das capitais mundiais mais fashionistas do mundo, São Paulo abriga os maiores nomes da cena fashion mundial, de maisons a fast-fashion. Seja pelas elegantes ruas do bairro dos Jardins, como a Oscar Freire (uma das ruas mais luxuosas do mundo) e Haddock Lobo, ou pelas populares do centro de São Paulo, como a rua 25 de Março, e os bairros do Brás e do Bom Retiro. A curadoria de lojas de roupas é infinita.

Parques e áreas verdes
Nem só de longos prédios e extensas avenidas se faz uma metrópole. São Paulo guarda grandes gramados, parques e praças para se conectar com a natureza, respirar ar fresco, praticar esportes, dar uma trégua as sons urbanos (leia-se buzinas e construções), relaxar. Vá conhecer o Parque do Ibirapuera – bem famosos e popular, mas grande e gostoso – o Parque Estadual da Cantareira, o Jardim Botânico, o Parque da Água Branca (com suas aves espalhadas pela extensão do parque, feira orgânica e café da manhã), a praça pôr do sol e o Parque da Aclimação.

História, meu!
Um mergulho pela história de São Paulo também é se aprofundar na arquitetura e cultura da cidade. Fundada em 1554, e uma das capitais mais antigas do Brasil, sua história e toda sua evolução arquitetônica – e, por que não, comportamental – são contadas através de seus pontos turísticos, como a Praça da Sé, o Mosteiro de São Bento, o Theatro Municipal (palco da Semana de Arte Moderna de 1922), o Pátio do Colégio (marco zero, onde a cidade foi fundada), o Farol Santander (Edifício Altino Arantes, com vista linda e privilegiada lá do seu mirante), o Parque da Independência (onde D. Pedro I declarou a independência do Brasil), o Solar da Marquesa (uma viagem a 1834, quando a marquesa de Santos, amante do imperador Dom Pedro I, comprou o sobrado), e o Edifício Martinelli (foto acima), projetado pelo italiano Giuseppe Martinelli, em 1929, que marca a fundação do primeiro arranha céu da América Latina.

Fotos: Shutterstock

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