Voos, pernoite & afins

De São Paulo, TAM e Gol têm voos para Caracas, capital da Venezuela, e LAN e Taca voam, via Lima. De lá, um voo de menos de meia hora te leva ao paraíso. Nenhuma companhia tem conexão imediata para Gran Roque, ilha principal do Arquipélago de Los Roques, ou seja, na ida ou na volta terá que dormir em Caracas. São diversas opções em volta do aeroporto: o Marriott Playa Grande (10 minutos) que, apesar do nome internacional da cadeia de luxo, é no máximo um hotel de praia de 3 estrelas, mas limpo e boa cama – mais do que o suficiente para a ocasião. É melhor sempre ficar perto do aeroporto, Caracas fica a uma hora e com trânsito. Se tiver pique para subir a serra, vale jantar no Astrid & Gastón, peruano com uma estrela no guia Michelin e com preço bem mais em conta, levando em consideração o fato de ser estrelado.

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São poucas as empresas que voam de Caracas a Los Roques. Ismael Tous é a menor, a Chapi Air a mais popular e a Aerotuy com aviões “maiores” – são 48 lugares e a aparência dele é mais parecida com o que estamos acostumados a chamar de um avião. A pousada reserva seu voo local, mas não importa a companhia, conte com um voo de adrenalina pura.

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O avião é realmente pequeno. Fomos pela Chapi Air, que não tinha placa do voo até 15 minutos antes (aí veio uma folha de papel e colocaram na parede com as informações!). Mas ao olhar para os pilotos, dois senhores de idade, você pensa: se eles sobreviveram até aqui, deve ser seguro… Quem tem medo, vai ser um pouco difícil, mas quando observar a “indecorosa” vista ao sobrevoar o arquipélago de Los Roques, saberá que valeu a pena. A segunda vez viajamos de Ismael Tours, menor ainda, com cinco lugares, contando com o o co-piloto, que foi ocupado pelo meu marido. Mais adrenalina.

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Ainda lá do alto, menos de 20 minutos de voo, já é possível ter a visão do paraíso. O suficiente para esquecer qualquer medo e agradecer por aquela vista da barreira de corais, quarta maior do mundo, e dos bancos de areia, que seguem até a ilha principal, Gran Roque. A mala, dos poucos 10 kg permitidos, é tomada por livros, revistas, snorkel, boné, hidratante e protetor solar. E não se preocupe, não precisará mais do que isto.

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Onde ficar – Como tem poucas opções, são bem caras pelo o que oferecem (uma Noronha venezuelana), vá de pensão completa e escolha aquela que mais cabe no seu bolso: a estrutura não se diferencia muito uma das outras.

Já fiquei hospedada em duas pousadas, a Piano y Papaya, da simpática Sra. África, com acomodações simples, bem limpas, com ar-condicionado, água quente e um delicioso café da manhã. Já a Posada Caracol (foto), com um custo bem mais alto, vale para quem não abre mão de uma boa gastronomia e ficar em frente ao mar, apesar de quartos bem pequenos. Mas vale só pela vista de tirar o fôlego da área de descanso.

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O grande diferencial, além de ser de frente para o mar, é sua comida, digna da alta gastronomia italiana, frente às opções locais – que não são muitas. Ainda conheci a La Cigala, muito procurada por brasileiros, a Vila Caracol, do mesmo grupo, e a Acquarela. Todas são bacanas.

Caracas – Ao chegar em Caracas, cuidado! Não troque dinheiro com qualquer um: podem trocar por moeda falsa e nem vai perceber. Aliás, você rapidamente terá a impressão que todos vão tentar levar vantagem em cima de você, então, já acerte com a pousada de Los Roques um traslado para o hotel na capital. Perceberá como será agradável ter alguém “conhecido” esperando. Os “cambistas”, que tentam trocar bolívar no câmbio negro, no aeroporto, são bem chatos. Troque só o necessário, pois é possível fazer o câmbio nas pousadas de Los Roques. E aproveite, afinal, está no paraíso.

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Aeroporto de Los Roques

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