Banhada pelo Rio Danúbio, a capital da Hungria, Budapeste, é fervilhante, moderna e cosmopolita. Uma mistura de underground, com seus pubs em ruínas de guerra, com modernos bistrôs, a cidade é jovem, animada e dinâmica, uma surpresa para quem visita pela primeira vez

Parlamento no lado de Pest, a partir do Bastião dos Pescadores em Pest (Foto: Daniela Filomeno)

Budapeste é a junção de três cidades: Buda, Pest e Obuda, que decidiram se unir em 1873 no que é hoje a Capital da Hungria. Visitar a cidade é passar por uma aula de história e política, além de ver de perto as consequências das guerras, ocupações e dos que foram os maiores genocídios do mundo, do apoio aos nazistas à ocupação soviética e comunismo. Desde 1989, com o término dos gover

nos extremistas, Budapeste floresceu e se abriu para o turismo. Bairros descolados, monumentos suntuosos, restaurantes modernos e uma vida vibrante que só visitando para entender porque vai se apaixonar pela cidade.

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Já passou pelo controle dos alemães, austríacos, otomanos e comunistas, com traço de todos estes povos, transformando a cidade em multicultural. De tribos de povos nômades a domínio de grandes nações, com ápice no Império Austro-Húngaro onde suas grandiosas construções foram levantadas.

O espetacular Parlamento de Budapeste iluminado à noite, visto do Rio Danúbio (Foto: Daniela Filomeno)

Possui o metrô mais antigo do continente europeu (da Europa toda é na Inglaterra), a linha amarela M1 (de milenar), que foi inaugurada por ninguém menos que o imperador Francisco José e a imperatriz Sissi em 1896. Eram os antigos bondinhos de madeira e, hoje, sua estrutura foi mantida toda original, apenas os vagões que foram substituídos por modernos.

No final do ano, Budapeste tem o maior Mercado de Natal de toda Europa, data celebrada há mil anos, desde os tempos de St. Stephen, rei que fundou a Hungria e promoveu a difusão do cristianismo.

Termas

Termas de Széchenyi (Foto: Daniela Filomeno)

Budapeste foi considerada a Cidade dos Balneários em 1934, mas há registro de atividades termais bem antes disso. Já no século I d.C., ao chegar ao vale onde fica Budapeste atualmente, os romanos fundaram a cidade de Aquincum sobre um pequeno lugar celta. O nome provém da palavra latina ‘aqua’, que significa água. As ruínas de Aquincum ainda podem ser visitadas. A capital da Hungria possui 118 nascentes de água, com o maior número de fontes termais do mundo. São elas que abastecem a população local diariamente com mais de 70 milhões de litros de águas termais, com até 80० C.

São 116 fontes termais espalhadas por Budapeste que abastecem a população com mais de 70 milhões de litros diariamente, tanto que a água quente era utilizada no sistema de calefação de locais como a Igreja da Coroação. Um dos programas, principalmente no inverno, é visitar uma casa de banho. São 27 espalhadas pela cidade, muitas do século XIX, sendo que algumas se tornaram privadas.

A casa de banho termal Széchenyi é a maior e mais popular terma de Budapeste – que mais parece um palácio. Construído de 1890 a 1920, no século XIX, possui 16 piscinas de diferentes temperaturas. São muito frequentadas, inclusive pelos locais, mais no inverno, quando a temperatura é negativa. Curiosidade: para conquistar o público jovem, em algumas épocas do ano, abre meia noite com DJ e bar, realizando uma verdadeira pool Party. Divertido, não?

Outra terma muito famosa é a Gellért, toda art nouveau de 1918, que possui tratamentos voltados para saúde ou relaxamento, de aromaterapias a massagens. Seus banhos termais podem chegar a 40० C, com oito piscinas internas e externas, com sua nascente na colina Gellért.

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O que ver em Budapeste?

Budapeste é dividida em dois lados, o Buda e a Pest, que se complementam em uma das cidades mais lindas do mundo e que dificilmente não é amor à primeira vista aos turistas. Edifícios históricos equivalentes, catedrais em ambos lados, castelos como Parlamento equivalentes, já que eram duas cidades. Para visitar, o melhor é realmente dividir em duas partes e montar um bom roteiro para conseguir aproveitar ao máximo. O que ver em cada uma:

Castelo Vajdahunyad

Atrações em Pest:

  • Praça dos Heróis
  • banhos termais Széchenyi
  • Castelo Vajdahunyad: conhecido por ser o Castelo do Drácula, é uma construção que teve base em 21 outros castelos e relembra a Transilvânia, território perdido da Hungria, pós Guerra
  • Avenida Andrássy: onde concentra lojas de grife, embaixadas e palácios que eram residências de inverno da aristocracia antes do socialismo. Aqui, moradias custam mil euros o metro quadrado
  • Ópera (também tem uma Ópera no lado de Buda)
  • Basílica-Catedral São Estevão
  • Parlamento de Budapeste
  • Memorial “Sapatos às Margens do Danúbio
  • Váci Utca, rua mais badalada de Budapeste
  • Museu do Terror, antiga sede da “KGB húngara é chocante – e necessário – ver o impacto e horrores do comunismo no país
Bastião dos Pescadores

Em Buda:

  • ponte Margarida, desenhada por Gustav Eiffel
  • bairro histórico do Castelo Real de Buda
  • Igreja Mathias (igreja da coroação), muitos pensam que é de São Mathias, mas na verdade a igreja leva o nome do rei que a mandou construir
  • Bastião dos Pescadores: muralha construída com sete torres que lembram sete tribos que vieram da Ásia para conquistar a terra e fundar o país
  • Mirador do monte São Gerardo ou Citadela com as suas fabulosas vistas panorâmicas. Patrimônio Mundial da Unesco, a montanha é a única que permite vista das três cidades

Onde ficar?

Um verdadeiro palácio que combina o moderno e o novo em uma das melhores localizações e vista de Budapeste: o Four Seasons fica em frente a Ponte das Correntes (Lánc Híd) e o Palácio Real/ Castelo de Buda.

Vista do quarto do Four Seasons Grasham (Foto: Daniela Filomeno)

O edifício do século XIX que o Four Seasons Grasham ocupa era pertencente a um empreendedor responsável por abrir a bolsa de valores de Londres, antes eram apartamentos luxuosos e na parte térrea havia um comércio. O seu restaurante Kolläzs é um dos melhores de comida tradicional com toques contemporâneos da cidade e também onde é servido o imperdível café da manhã.

Um dos melhores cafés da manha que nossa editora-chefe, Dani Filomeno, já viu em hotel, Four Seasons Budapest

 

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