Arrisco a dizer que se existe o paraíso na terra ele é aqui. No Oceano Índico, as Maldivas têm mar transparente em tons turquesa que chegam a ser neon, bangalôs debruçados no mar onde raias e pequenos tubarões passam e extensões de areia com corais coloridos. Resorts de luxo com serviços impecáveis, tudo pronto para mimar seus visitantes, fazem com que este arquipélago seja um dos destinos mais desejados do mundo

Hotel Anantara, em Maldivas (Foto: Daniela Filomeno)
Hotel Anantara, em Maldivas (Foto: Daniela Filomeno)

O arquipélago das Maldivas é composto por mais de mil ilhas espalhadas em 26 atóis, destas 250 resorts – muitos de luxo – têm uma ilha para chamar de sua. Muitas ilhas não são tão grandes, o que resulta em vários hotéis ocuparem uma inteira. Isso permite uma variedade de atividades que só as Maldivas pode oferecer, como jantar privativo à luz de tochas na praia, balanços à beira-mar e villas pé na areia com faixa exclusiva para suas espreguiçadeiras.

O tempo nas Maldivas se divide em “observar o tempo passar”, mergulhar nas águas mornas do Índico, passeios de barco, cruzeiro para apreciar o pôr do sol, encontro com golfinhos, mergulhos, cinema e jantares sob as estrelas.

Baa Atool

Cinco dias a uma semana pode ser pouco no paraíso se resolver praticar esportes aquáticos, como mergulhar, uma das atrações mais cobiçadas, além de praticar snorkel. O Baa Atoll, na Reserva da Biosfera da UNESCO, é o mais procurado para mergulhos, isso pela sua visibilidade e também por sua Yellow Wall, uma parede de corais amarelos e com muitas outras cores, lotada de vida marinha. Muitos hotéis têm biólogos que não só estudam o ecossistema local, como também têm uma programação de recuperação de corais, conscientização e preservação, como é o caso do Anantara Kihavah.

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Anantara Kihavah

O Anantara Kihavah tem um diferencial: não possui quartos ou suítes, todas suas acomodações são Villas, todas com piscina privativa e a partir de nada menos que 260m2 – uma casa cercada por águas transparentes azul turquesa. E o luxo não para por aí, cada villa tem seu host, uma espécie de mormodo conectado por um mini telefone que recebe na chegada e que cuida da sua programação, reservas de restaurantes (no Kihavah são seis), atividades e qualquer pedido. O hotel ocupa uma ilha inteira para chamar de sua, oferecendo também residências – sua casa em plenas Maldivas – chegando a 3 mil m2 a maior, com quatro quartos, banheiros ao ar livre, duas piscinas, jacuzzi, academia, spa, área de barbecue e uma sala ampla com mesa de jantar. O preço deste luxo? A partir de 13,5 mil dólares a diária acomodando até 12 pessoas.

Os tão sonhados bangalôs em cima da água, sonho de qualquer instagramer, também são villas, com metragem a partir de 260m2, banheira com fundo transparente e chuveiro ao ar livre. Dele você mergulha diretamente na lagoa, formação coralina no mar por uma grande extensão de águas rasas, onde não raro vê raias e tubarões pequenos. Apesar de lindas, eu ainda sou fã da pé na areia, sentar na espreguiçadeira e aproveitar a extensão de areia praticamente privativa.

A ilha tem um tamanho ideal para praticamente não encontrar outros hóspedes. A não ser nas áreas comuns, que inclui uma piscina de borda infinita com DJ nos finais de tarde ou em um dos bares (tem até um com observatório com um potente telescópio para observar estrelas) ou seus seis restaurantes. Um deles é o disputadíssimo Sea, o primeiro sob o oceano das Maldivas, considerado o melhor da categoria. Com um menu-degustação de qualidade, sua estrutura foi construída fora d`água e fincada a 6 metros de profundidade, no fundo do mar, em uma megaoperação há 9 anos. A vista é de deixar qualquer um boquiaberto. Esta extensão permite que receba casais em lua de mel ou famílias, tem um kids club, cinema ao ar livre e um playground inflável em uma de suas praias.

Hotel Anantara, em Maldivas (Foto: Daniela Filomeno)

Quando visitar as Maldivas?

O melhor período para visitar as Maldivas é entre dezembro e abril – época de poucas chuvas e mar ainda mais cristalino. De maio a outubro é o período de chuvas e, por consequência, também é a época com preços mais em conta.

Como chegar?

Não há voos diretos do Brasil, e as melhores opções são via Dubai, Abu Dhabi, Doha ou Turquia. Em seguida, um voo que pousa no Aeroporto Internacional Ibrahim Nasir, na Ilha de Hulhulé ao norte de Male, capital das Ilhas Maldivas. Depois, para chegar às demais ilhas é possível ir de hidroavião ou de barco, depende da distância do resort.

Visto para brasileiros?

Não é necessário. Ao chegar no país os turistas adquirem um visto para permanência de no máximo 30 dias nas Maldivas.

Dinheiro das Maldivas?

A moeda local é a Rúpia Maldívias, mas o dólar americano é aceito em todos os estabelecimentos. Nos hotéis a moeda corrente é o dólar (para gorjetas também).

Idioma?

A língua oficial é a Maldivian, mas nos hotéis é praticamente o inglês.

Quanto tempo ficar?

Essa pergunta é relativa…quanto tempo você aguenta no paraíso? A verdade é que a viagem é longa, então aproveite para ficar no mínimo dez dias.

O que fazer nas Maldivas?

As principais atividades para os turistas são aproveitar as belíssimas praias, praticar snorkel, mergulho, passeios de barco, canoagem e stand up, por exemplo. Se tiver oportunidade, visite mais de uma ilha. É interessante ver a diversidade local e cada resort oferece passeios e atrações diferentes, desde cinema ao ar livre até jantar romântico montado especialmente para o turismo no pôr do sol.

Tem Bebida alcoólica?

Por ser um país muçulmano não é permitido o consumo e venda de álcool na rua, porém nos resorts e barcos de festas é liberado.

Hotel Anantara, em Maldivas (Foto: Daniela Filomeno)
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