Quando assistimos àqueles filmes que se passam em Las Vegas, nos Estados Unidos, passa pela nossa cabeça: nossa, não sou um xeque árabe para me me hospedar lá tamanho o luxo. Mas o mais interessante da cidade dos pecados é que tudo é acessível, seja a entrada nos cassinos até aos hotéis que, para a realidade da maioria dos brasileiros, é distante poder bancar uma estadia em um lugar como este. A gente mostra que é possível, sim. E o investimento não é dos mais altos.

Faltando algumas semanas para embarcarmos para Vegas, ainda não havíamos decidido onde seria nossa hospedagem. Então, entramos em um programa de milhas e começamos a procurar hotéis na cidade de Nevada, pois eles estavam com uma promoção que parte do dinheiro que você investiria no hotel retornaria em milhas. A hospedagem para duas pessoas em uma suíte de luxo do Planet Hollywood (que comporta muitas das residências em seu teatro), com banheira, em andar alto, ficaria R$ 800 (retornando 9 mil milhas). Malas prontas, vamos lá!

Chegando no aeroporto de Vegas, você pode escolher se vai para o PH de transporte público (os ônibus funcionam muito bem, com linhas interligadas), Uber ou Lyft (presta o mesmo tipo de serviço que Uber e Cabify, mas com tarifas mais em conta e carros maiores) ou táxi convencional. Em menos de 10 minutos você chega. A recepção é no subsolo, bem embaixo do cassino. Eles têm máquinas de check-in “faça você mesmo” ou, então, você pode pegar fila no modo convencional.

Como fomos alertados que a máquina não estava disparando os e-mails de confirmação, resolvemos falar com o atendente supersimpático. Comentamos que gostaríamos de um andar alto, ele falou: aqui não se trata de altura, mas uma questão de vista. E, bem, para nossa surpresa, ele acertou em cheio. Ficamos no quarto 1630 (no 16º andar, colado aos elevadores da ala sul), com vista panorâmica do hotel Paris, do Bellagio, com o Caesar Palace a fundo (foto acima). De quebra, ainda conseguíamos ver a movimentação na Strip (principal rua de comércio).

A suíte é espaçosa, o banheiro é duplo (com duas pias, dois espelhos em lados opostos) e tem secador de cabelo, banheira, box (pequeno, desproporcional para o tamanho do quarto) e vaso sanitário: perfeita para casais. No armário, é possível encontrar ferro de passar e tábua, além de mais cobertores. Apesar do piso de carpete, a decoração é bem moderna, puxada para o cinza e preto, com quadros decorativos bem coloridos. Os abajures são um charme. O quarto ainda tem uma mesinha para refeições com dois lugares, uma escrivaninha e uma TV grande, com tela em alta definição.

O mais legal de se hospedar no Planet Hollywood, talvez, seja a localização. No andar térreo tem um dos cassinos mais famosos, com máquinas caça-níquel bem legais, como de cantoras e apresentadoras, séries de TV e muito mais. No subsolo tem o AXIS, teatro onde se apresentam artistas como Britney Spears (que acabou de encerrar sua temporada, em dezembro de 2017), Jennifer Lopez, Backstreet Boys e, ainda, Pitbull.

Você consegue fazer muita coisa a pé: para ir ao Bellagio ver o show das águas (que acontece de meia em meia hora durante o dia e, de 15 em 15 minutos, depois das 20h) é só atravessar a rua, lugar para compras ali perto não faltam. No térreo do PH tem o Miracle Shopping, com lojas jovens, como H&M, Urban Outfitters, MAC, entre outras. Há fast-foods e restaurantes bem perto. No próprio PH funciona a hamburgueria Gordon Ramsay BurGR, do apresentador do “Hell’s Kitchen”.

A locomoção dentro da cidade é feita de ônibus, monorail e táxis (ou apps como Uber e Lyft). Compensa usar o ônibus (US$ 20 para usar à vontade por 3 dias), pois tem um ponto bem na frente do hotel para que você vá ao Fashion Show (shopping com lojas de luxo a populares), que fica bem mais à frente, na Strip. Ou, então, no Las Vegas Sign, bem no comecinho da avenida, perto do aeroporto. Em uma reta só, você chega ao Stratosphere (aquele prédio gigante que tem um parque de diversões no topo). E, a pé, você ainda consegue chegar à Roller High (montanha russa com uma das vistas mais instigantes).

FYI (Para sua informação)
Uma coisa: ao fazer o check-in, tem uma taxa obrigatória, que eles chamam de resort fee (US$ 39 por dia). Não te dá direito a nada, além do acesso à piscina (mas em épocas de ventania, como a nossa, eles fecham). Pode parecer besteira, mas os ventos fazem com que as cadeiras e espreguiçadeiras levantem voo e podem atingir alguém. Outra coisa legal do PH é um crédito de US$ 18 dólares diários por suíte, que você pode gastar na Starbucks (existem duas lá dentro) como um café da manhã, já que não é comum eles oferecerem.


Fotos: Divulgação e Acervo Pessoal

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