Capital da Toscana é parada obrigatória na região e impossível ser visitada uma única vez. Lá, agende uma visita à “passagem secreta” dos Medici, o corredor Vasariano

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Todo bom travelholic tem um listinha de cidades que, se pudesse, passaria toda viagem. Florença ou Firenze (acho o máximo o nome na língua materna, aliás, tudo em na língua fica mais bonito, não?) é assim. Capital da cultura e arte da Itália, ainda oferece boa gastronomia e paisagens lindas. Andar pelas suas ruas ou às margens do Rio Arno, já é um programa por si só. A cidade possui ótima estrutura ao turismo, importante setor da economia local, afinal, recebe 12 a 15 mil turistas por dia.

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Medieval, Florença é a cidade que concentra o maior patrimônio cultural do mundo. Considerando que 65/70% da riqueza de arte e cultura mundial esteja na Itália (segundo dados turísticos locais), metade disto está na cidade. Ou seja, há muito a se ver.

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Isto deve-se ao seu rico passado, com os mercantes nos séculos 11, 12 e 13, que passaram a investir em arte como forma de poder. A família Medici, que dominou o cenário político e comercial em Firenze, durante 300 anos (1439-1737), é emblemática neste conceito. É a responsável não só pelo grande acervo, mas também pelos palácios, como a Galeria Ufizzi e Pitti, entre muitos outros.

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Um pacto da família Medici indicava que nenhuma de suas obras de arte, joias e palácios, poderiam deixar a capital Toscana, deixando uma herança artística inigualável para Florença. Suas obras estão espalhadas pelos principais museus da cidade, inclusive a estátua de Davi, de Michelanelo, na Dell’ Accademia. Ou seja, vir para cá é respirar arte. É fazer parte da história.

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Entre as inúmeras galerias, que vale pegar um guia para aproveitar as obras mais importantes, tem a visita ao “secreto” corredor Vasariano, descrita a seguir.

Por dentro do corredor Vasariano, na Ponte Vecchio

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Com um pouco de antecedência, é possível agendar uma visita exclusiva na ponte privada do Cosme I, primeiro dos poderosos Medici. Em cima da Ponte Vecchio, o Corredor Vasariano, que leva o nome de seu arquiteto, liga o Palácio Vecchio, passa pela Galeria Ufizzi, até o Palácio Pitti.

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O Corredor Vasariano ligava o centro político à casa dos Medicis. A passagem foi construída em apenas cinco meses, pelo arquiteto Giovanni Vasari, para mostrar seu poder aos imperadores austríacos no casamento de seu filho com a princesa Giovana, da Áustria. Para ganhar tempo, o arquiteto aproveitou a estrutura da já existente Ponte Vecchio, criando uma “passagem secreta” no seu topo. De lá, é possível ter uma visão privilegiada do Rio Arno e do intenso movimento de turistas e comerciantes da famosa ponte.

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O acervo cultural da cidade deve-se, em sua maioria, a coleção da família. Aqui, no Corredor, é possível ver a maior coleção de autorretratos já vista. Até hoje, artistas mandam obras para serem eternizadas na célebre passagem, que hoje também tem arte moderna e contemporânea.

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Antes, a Ponte Vecchio era um mercado de comida, com muitos açougues. Como Cosme I passou a usar esta passagem todos os dias, incomodado com o odor, mandou trocar o mercado de lugar e ali se instalaram joalheiros, que até hoje estão instalados na ponte.

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A visita é cara, custa 500 euros, mas pode ser dividida por um grupo de até 25 pessoas. Mas é exclusiva e disputada: dos 12-15 mil turistas que visitam a cidade, apenas 50 sortudos têm acesso ao famoso Corredor. E vale muito à pena.

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