Chamada de “a preciosidade marroquina”, Marrakech tem identidade própria em um país de personalidade forte e cultura dominante

O Marrocos tem seu charme, não só pelas cores e sabores, mas também pela riqueza histórica, contada em cada ruela de suas cidades muralhadas. Marrakech, também chamada de cidade vermelha, impressiona. Não só pelo confuso trânsito, mas também pela jovem, mas preparada, vocação para o turismo. Hotéis que ultrapassam nosso entendimento de cinco estrelas, restaurantes com a pontuação máxima no guia Michelin, guias profissionais, estudados com profundo conhecimento do país – e do nosso, que falam até cinco línguas, inclusive português.

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Marrakech tem a cor vermelha como referência, na verdade terracota, pois predomina em todas as construções. O real motivo – que contam lá – é para reduzir a incidência de luz solar, já que, se as construções fossem brancas, certamente cegaria, por estar colada ao Deserto do Saara. Mas hoje já se tornou um charme da cidade e todos mantém a tradição. A cidade é plana e os prédios não têm mais que cinco andares, o que confere uma vista interessante de todo o horizonte, coroada com uma Cordilheira do Atlas, com “neve eterna” (sim, neve no Marrocos) e do outro lado as cordilheiras, que dividem o país da Argélia. O regime é monarquia e a popularidade do rei é conferida em todos os estabelecimentos, com sua foto exposta.

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O centro antigo muralhado de Marrakech é fervilhante, confuso, com um transito caótico, dividido com as inúmeras bicicletas, motos e pedestres. Tudo junto e sem calçada. Aliás, motinhos, como as antigas mobiletes, circulam no meio das ruas estreitas e nas calçadas, nos mercados, no meio dos pedestres, ou seja, redobre a atenção ou certamente será atingido por uma.

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A gastronomia é simplesmente deliciosa, com cordeiros, kebabs, cuscuz, tanjine (típica panela que cozinha a carne), tangia (uma forma de grelhar por horas), todas com uma boa quantidade de especiarias e muitos pratos agridoces – característica marcante da culinária marroquina. E um atributo que fará a diferença: fartura. A quantidade de comida servida à mesa é simplesmente impossível de vencer. Para o povo, o cliente é como um convidado – ou seja – precisa receber bem = muita comida. Não deixe de experimentar a Tangia, grelhado típico da cidade, onde a carne é cozida em baixa temperatura por várias horas.

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Não adianta querer se localizar na Medina (cidade comercial, dentro do centro histórico) sem um guia. É praticamente impossível – característica vista em todo o Marrocos.

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Em Marrakech, não deixe de visitar:

Mesquita Koutobia – por se tratar de um lugar sagrado, não pode ser visitado. Seu minarete é o ponto mais elevado de Marrakesh (70 metros). Detalhe verde no topo, representa a pureza, o paraíso, na cultura muçulmano. Foi reconstruída para reorganizar sua direção a Meca.

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Djemma el-Fna – imenso restaurante ao ar livre, é um dos pontos de encontros da cidade. Lá é possível ver encantadores de serpentes, contadores de histórias, dançarinos, um espetáculo a céu aberto. Não deixe de experimentar os escargots, vendidos nas barracas e feitos na hora.

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Souk Smarine – aqui é possível encontrar caftãs, tecidos, especiarias, antiguidades, tapetes de qualidade, ou seja, de tudo um pouco.

Medersa Bem Youssef – as medersas são lugares de estudos religiosos, como uma universidade, ontem também é ensinado o Alcorão. Com uma espetacular arquitetura moura, é rica em detalhes na decoração de mosaicos, entalhes no estuque e em cedro.

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Portão Bab Agnaou – entrada para a cidade imperial, este bab (portão) incrustado nas muralhas da cidade antiga é belíssimo.

Tumbas Saadianas – mausoléu dos reis saadianos, do final do século 16, chama atenção pelos mosaicos e jardim florido.

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Palácio el-Badi – ruínas do palácio do sultão saadiano Ahmed el-Mansour, tem impressionantes paredes de pisé, lagos e jardins rebaixados.

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Praça des Ferblantiers – praça principal do bairro judeu

Palais el-Bahia – museu, é um suntuoso palácio real construído pelo vizir Bou Ahmed, onde dizem que vivia com quatro esposas e 24 concubinas.

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Jardins Menara – seu pavilhão é cartão postal de Marrakesch, tem um grande reservatório de água onde é possível ver a beleza verde refletida.

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Jardim Majorelle – formado pelo pintor francês Jacques Majorelle, foi comprado pelo estilista YvesSaint-Laurent (seu memorial está localizado ali). Os muros, de um azul vivo, contrastam com cactos, bambus e palmeiras. O café do local é um charme.

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